sábado, 3 de dezembro de 2016

Jovens serram grades e fogem de centro socioeducativo no Acre

Quatro jovens, com idades entre 17 e 19 anos, reclusos no Centro Socioeducativo Purus, em Sena Madureira , cidade distante 145 km da capital Rio Branco, serraram as grades de dois alojamentos ainda na noite da quinta-feira 1°). 

Dois deles foram recapturados, enquanto tentavam fugir. Os outros dois conseguiram sair da unidade.

Revista íntima no Centro Socioeducativo Purus, em Sena Madureira, continuam proibidas  (Foto: Alexandre Anselmo/ Arquivo pessoal)

O diretor do centro, Zeno Nascimento, falou que a fuga se deu após uma serra ser arremessada de fora do local. "Nossa unidade não é murada. Um outro jovem foi por fora e jogou a serra. Os de dentro conseguiram puxar com uma linha e serraram as grades. Saíram quatro, mas os agentes conseguiram recuperar dois ainda dentro da unidade", falou.

Nascimento disse também que, ainda na noite da quinta, a Polícia Militar do município conseguiu encontrar outro menor. Buscas são feitas para tentar encontrar o quarto envolvido na fuga. "Apenas um ainda está evadido. Já foi expedido o mandado de busca e apreensão dele", ressaltou.

Com a fuga, ainda de acordo com o diretor, um relatório informando o caso já foi feito e encaminhado à Justiça, que deve decidir possíveis penalidades aos adolescentes.

O comandante da PM na cidade, capitão Michel Casagrande, informou que dois homens, de 18 e 19 anos, foram presos no mesmo dia nas proximidades do centro socioeducativo. A suspeita é que os dois estariam dando apoio à fuga dos menores infratores.

http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/noticia.php?id=26670543

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Adolescentes agridem agentes e fogem de centro de internação em Patrocínio

Quatro menores infratores fugiram de um centro de de internação após agredir agentes penitenciários na noite de quinta-feira em Patrocínio, no Alto Paranaíba.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), eles simularam uma briga dentro de um dos alojamentos do Centro de Internação e Apoio ao Adolescente de Patrocínio (CIAAP). “Quando os agentes intervieram, foram agredidos e, em decorrência das agressões, os adolescentes conseguiram evadir da unidade”, explica a pasta, por meio de nota.



Ao todo, quatro agentes ficaram feridos – dois deles com lesões na cabeça – e foram atendidos no hospital municipal. As vítimas já foram liberadas, conforme a Sesp, que também informou que as providências para apreensão dos adolescentes já foram tomadas. Uma investigação preliminar será instaurada para apurar os fatos.

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/12/02/interna_gerais,829426/adolescentes-agridem-agentes-e-fogem-de-centro-de-internacao-em-patroc.shtml

Interno é espancado até a morte em unidade do Iases em Linhares

Vítima, de 20 anos, deu entrada na Unis na terça-feira e foi assassinada no dia seguinte. O crime teria sido cometido por companheiros de alojamento do rapaz.

Um interno foi espancado até a morte, na noite desta quarta-feira (30), na Unidade de Internação Socioeducativa da Regional Norte (Unis Norte), em Linhares, no norte do Estado. O crime teria sido cometido por companheiros de alojamento da vítima, que tinha 20 anos e cumpria medida socioeducativa na unidade.



De acordo com o diretor de Ações Estratégicas do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases), Jeremias dos Santos, a vítima deu entrada na Unis de Linhares na terça-feira e foi morta no dia seguinte. Segundo o diretor, após todo procedimento de rotina, o rapaz foi levado para um alojamento com outros três internos.

De acordo com a Polícia Civil, os três suspeitos - dois maiores e um adolescente - foram encaminhados para a Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Linhares.

José Paulo Moraes Filho e João Henrique Inácio da Silva foram autuados em flagrante por lesão corporal seguida de morte e foram encaminhados ao presídio. Já o adolescente foi autuado pelo ato infracional análogo ao crime de lesão corporal seguida de morte e reconduzido ao Iases.

Ainda segundo a PC, o caso continua sob investigação da DCCV de Linhares. O corpo da vítima foi liberado e o laudo com a causa da morte ficará pronto em um período de 15 a 20 dias.

Superlotação

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores do Atendimento Socieducativo do Espírito Santo (Sinases), Bruno Dalpiero, no momento do crime a unidade tinha 201 internos, sendo que o local tem capacidade para receber 90 adolescentes.

Ainda de acordo com Dalpiero, o atual quantitativo de servidores na unidade não é capaz de manter a rotina no local, nem mesmo com 90 internos. O presidente do Sinases disse também que esse é o terceiro ou quarto caso de morte em seis anos, na unidade de internação de Linhares.

Sobre a superlotação da Unis de Linhares, Jeremias dos Santos confirma que o atual número de internos no local realmente é superior à sua capacidade, mas não soube informar a quantidade exata de menores infratores na unidade. Segundo o diretor, o Iases tem buscado soluções para amenizar a situação na unidade.

"Vale ressaltar que o fato em si não tem relação com essa situação de a unidade possuir um número de internos maior que sua capacidade inicial. O rapaz agredido estava um ambiente apropriado. O alojamento tem capacidade para quatro internos e no local estavam a vítima e mais três internos, da mesma faixa etária", frisou.

Jeremias dos Santos informou também que o Iases lamenta o ocorrido e que está prestando apoio à família da vítima. Disse também que estão sendo reunidos documentos e imagens de videomonitoramento para que seja aberta uma investigação interna, que visa apurar possíveis falhas de procedimento na unidade.

http://m.folhavitoria.com.br/policia/noticia/2016/12/interno-e-espancado-ate-a-morte-em-unidade-do-iases-em-linhares.html

Centros de menores infratores na Paraíba sofrem com facções criminosas

Facções criminosas não são exclusividade de presídios e igualmente dominam centros socioeducativos de menores na Paraíba. Em algumas unidades, os adolescentes de diferentes facções nem sequer podem fazer as refeições no mesmo ambiente ou receber visitas no mesmo pátio. Ao todo, há oito centros socioeducativos no Estado, cinco deles na capital.

Internos atearam fogo em colchões, no CEJ (Foto: Walter Paparazzo/G1)

As secretarias de Administração Penitenciária e de Segurança Pública, assim como a Vara das Execuções Penais de João Pessoa, negam a existência das facções. Mas a rotina nas unidades precisa se adaptar à presença delas. Tudo é dividido, inclusive as aulas.

Em João Pessoa, a oposição entre as facções Okaida e Estados Unidos começa nos nomes. A primeira faz referência sonora ao grupo Al Qaeda; a outra leva o nome do principal país que combate esse grupo terrorista. Daí invade as ruas.

A disputa vem de anos e não tem um único motivo --pode tanto ser o tráfico de drogas quanto questões banais, como invadir a área de outro grupo. Em muros de escolas, em prédios públicos ou até residências, as facções deixam suas marcas por meio de pichações, em tentativa de marcar território.
Dentro dos centros socioeducativos, os menores são separados não pelo tipo de ato infracional que cometem, mas pela facção com que se identificam.
O presidente da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice Almeida (Fundac), Noaldo Meireles, reconhece que a situação é delicada, mas disse que vem buscando contornar o problema por meio do diálogo.
"A logística é alterada. Desde atividades de lazer até as aulas, que são obrigatórias, temos o problema de não juntar os meninos. Se juntarmos, dá confusão. É um mal que já vem da rua e que aqui dentro temos que administrar", afirmou Meireles. Segundo ele, as refeições são feitas no quarto, e não no refeitório, também por conta desse problema.
O presidente da Fundac destacou que as facções limitam muito a rotina dos centros, reduzindo o tempo que os adolescentes passam em atividades de lazer, oficinas, sala de aula ou visita. Até o banho de sol sofre alterações. "Hoje eles passam cerca de uma hora no banho de sol, mas, se não tivesse o problema das facções, esse tempo poderia ser triplicado, chegando a três horas", explicou.
Internos também passam 40 minutos nas oficinas, quando poderiam passar quase duas horas, e 40 minutos em sala de aula, quando deveriam passar pelo menos três horas.

Alteração da rotina e impacto na ressocialização

A existência das facções criminosas nas unidades socioeducativas de João Pessoa consta no relatório divulgado pelo Comitê Estadual para Prevenção e Combate à Tortura na Paraíba. As visitas foram realizadas em outubro deste ano. "Embora minimizada, a existência das facções desempenha papel fundamental na rotina das instituições e dos próprios jovens. Em sua maioria, as destinações dos jovens nas instituições atendem a critérios relativos às facções, havendo alas destinadas a cada uma delas", destaca trecho do relatório.

De acordo com o comitê, em todas as instituições de João Pessoa a Okaida é a facção majoritária. "Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a execução das medidas de internação deveriam atender aos critérios de idade, compleição física e gravidade da infração cometida pelo adolescente. No entanto, as unidades de João Pessoa estão totalmente superlotadas, contam com agentes socioeducativos terceirizados e com deficiências significativas na assistência psicossocial prestada aos internos", afirmou Diana Andrade, defensora pública da União.

Ainda de acordo com Diana, esses problemas, aliado a outros, "são o pano de fundo para a emergência de violência dentro das unidades e, enquanto for essa a realidade do sistema, é difícil desempoderar as facções e estabelecer uma forma de sociabilidade menos violenta entre os adolescentes". Segundo a defensora, a redução do tempo das atividades se torna insuficiente para

atender os jovens com qualidade.
O juiz auxiliar da Infância e Juventude de João Pessoa, Henrique Jacomé, afirmou que, com base na lei que disciplina as medidas socioeducativas, participar de oficinas, bem como frequência, rendimento e aproveitamento escolar são essenciais ao processo de socialização, ao lado do acompanhamento especializado multidisciplinar. "No tocante às facções, elas existem e atrapalham o trabalho de socialização", afirmou Jorge.
Ele destacou, contudo, que existem técnicas e formas de lidar com o problema, inclusive adotadas em outros países com sucesso. "Para isso é necessário um trabalho sério, responsável e profissional por parte de todos que atuam no processo socioeducativo, inclusive pelos agentes, equipe técnica, profissionais de saúde, educação, dentre outros. Caso contrário, o adolescente volta para a sociedade sem estar apto a viver nesse ambiente, contribuindo para o aumento da violência", explicou.

Confusão no Centro Socioeducativo Edson Mota, em João Pessoa (Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco)
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/12/02/centros-de-menores-infratores-na-paraiba-sofrem-com-faccoes-criminosas.htm

MPs e DPU querem fim de facções e superlotação em centros da Fundac

Propostas foram assinadas por MPF, MPPB e Defensoria Pública da União.
Fundac promete avaliar recomendações para unidades socioeducativas.

A divisão dos adolescentes nos centros socioeducativos da Paraíba é feita por critérios de idade e afinidade, considerando o pertencimento a facções, e não pelos critérios legais. A informação consta no documento em que Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) e a Defensoria Pública da União (DPU) fazem recomendações à Fundação desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice Almeida (Fundac), divulgado nesta quinta-feira (1º).
Os órgãos pedem à Fundac o fim das facções criminosas e da superlotação nas unidades de internação de jovens suspeitos de atos infracionais. O presidente da Fundac, Noaldo Meireles, informou que está ciente das recomendações e vai avaliar todas as propostas, mas ainda não consultou o documento devido à organização de um seminário sobre socioeducação que acontece na cidade de João Pessoa.
Segundo o documento, facções criminosas existem no interior das instituições e, “embora minimizada, desempenha papel fundamental na rotina das instituições e dos próprios jovens”. O documento ressalta que a rotina dos internos é alterada em virtude dessa separação, com diferenciação nos horários das aulas, banhos de sol e demais atividade. “Isso faz com que as atividades disponham de menos tempo, tornando-se insuficiente para atender os jovens com qualidade”, dizem os órgãos.

Diante disso, os órgãos recomendam que a Fundac apresente proposta de criação de uma Central de Orientação e Direcionamento do Interno, que fará o cadastramento e destinação do adolescente infrator a uma das unidades do sistema socioeducativo, observando a legislação específica, as vagas disponíveis, a proximidade com a família, as características e objetivos de cada uma das instituições e sua capacidade de atendimento.

Devido a uma série de fugas e rebeliões acontecidas nos últimos meses, os órgãos ainda recomendam que a Fundac adote medidas para reduzir a superlotação e retirar objetos que possam causar riscos aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. De acordo com o documento, em até trinta dias, a Fundação deve adotar medidas imediatas para reduzir a superlotação no Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE) e adequar a quantidade de internos à capacidade para a qual a unidade foi prevista.

A Fundac deve, também em 30 dias, retirar ou proteger objetos que possam causar riscos aos adolescentes e à equipe. Bocas de esgoto, lâmpadas fluorescentes e outros objetos cortantes ou contundentes que possam ser facilmente retirados ou acessados em situações de fuga ou rebelião e utilizadas como armas devem ser substituídos por outros sem potencial lesivo.
Entre as recomendações, também está a utilização de equipamentos de raio-X ou revista reversa, para que se esgote as revistas vexatórias. Além disso, a Fundac deve destinar aos familiares dos internos um espaço seguro e adequado de acolhimento por ocasião da visita familiar, inclusive com disponibilização de banheiros e realização de acolhida humanizada aos familiares. Também deve ser disponibilizado um espaço adequado para a realização de visitas íntimas, regulamentada no âmbito das instituições do sistema socioeducativo.
No prazo de um mês, a Fundac também deve disponibilizar um espaço destinado exclusivamente para a convivência protetora dos adolescentes ameaçados em sua integridade física e psicológica.

Medidas de médio e longo prazo
Em até 120 dias, o Ministério Público recomenda que a Fundac apresente uma proposta de criação de uma Central de Orientação e Direcionamento do Interno, para fazer o cadastramento e destinação do adolescente infrator a uma das unidades do sistema socioeducativo, obedecendo o Estatuto da Criança e do Adolescente e a lei que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo.
A recomendação também orienta que sejam instaladas câmeras de vídeo e equipamentos de raio-X para monitoramento das instalações do Centro, para garantir a apuração das condutas tidas como irregulares e evitar a revista vexatória nos visitantes. A Fundac também deve providenciar a criação de uma Ouvidoria para o recebimento de reclamações e sugestões.

Segundo o procurador regional dos direitos do cidadão, José Godoy Bezerra de Souza, foi realizado um diálogo com diversos setores envolvidos, possibilitando uma recomendação com peculiaridades e detalhes que retratam mais fielmente a realidade que se deseja modificar. “Nosso objetivo com a recomendação é possibilitar a ressocialização de todos os internos da unidade”, revelou Godoy.
Conforme a defensora regional dos direitos humanos, Diana Freitas Andrade, as unidades estão superlotadas, contam com agentes socioeducativos terceirizados e com deficiências significativas na assistência psicossocial prestada aos internos. “A recomendação é um esforço conjunto para garantir direitos fundamentais e combater a emergência de violência dentro e fora das unidades”, reforçou.

http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/12/mps-e-dpu-querem-fim-de-faccoes-e-superlotacao-em-centros-da-fundac.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

MPT pede mais segurança para servidores da Fundação Casa

Em outubro deste ano, o agente Francisco Carlos Calixto, de 51 anos, foi morto e oito funcionários ficaram feridos durante rebelião na unidade

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública pedindo medidas urgentes de segurança para a proteção dos servidores da Fundação Casa de Marília (100 quilômetros de Bauru). No início de outubro, rebelião deflagrada na unidade resultou na morte de um servidor de 51 anos e deixou outros oito funcionários gravemente feridos. O órgão também quer que a Fundação Casa seja condenada a pagar R$ 5 milhões por danos morais coletivos.



O procurador Marcus Vinícius Gonçalves conta que propôs a assinatura de TAC (Termo de Ajuste de Conduta) para realização de melhorias na unidade de Marília, mas os representantes da Fundação Casa recusaram o acordo. “O inquérito policial corrobora os fatos apurados pelo MPT e dá uma noção do terror psicológico ao qual foram submetidos os servidores da Fundação, situação que, certamente, poderia ter sido evitada se a unidade tivesse adotado as medidas pleiteadas pelo Ministério Público”, afirma.

O MPT pede à Justiça do trabalho, em caráter liminar, que a Fundação Casa instale concertina em todo o alambrado (local utilizado pelos internos para a fuga) e nas muralhas nos módulos 1 e 2, além de conduítes ou fiações elétricas e presilhas nas mesmas para que elas não sejam utilizadas para escaladas em fugas; contrate 10 vigilantes (cinco de dia e cinco de noite) para que todas as gaiolas permaneçam ocupadas e instale sistema de vigilância com câmeras e equipamentos de gravação de imagens.

Também em caráter liminar, a Procuradoria do Trabalho quer que a Justiça obrigue a instituição a instalar sistema de alarme “visual”, composto por lâmpadas coloridas e botão de acionamento, para ser usado em casos de crise; providencie salas de emergência, com fechamento interno, para abrigar e proteger os servidores em uma situação de risco e deixe de abrigar adolescentes acima da capacidade máxima de 88 internos, previsto na unidade de Marília. O prazo solicitado para as ações é de trinta dias.

Em caráter definitivo, o MPT pede a condenação da ré ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A ação será julgada pelo juízo da Vara do Trabalho de Marília. Em nota, a Fundação Casa informou que já foi citada e que exercerá o seu direito de defesa no prazo previsto em lei. “A Fundação também estará representada na audiência de conciliação agendada pela Justiça do Trabalho para o dia 7 de dezembro”, explica.

“A instituição recebeu com grande pesar e lamentou profundamente a morte do agente de apoio socioeducativo Francisco Calixto durante a fuga ocorrida no dia 4 de outubro do Casa Marília. Foi a primeira morte de um funcionário registrada ao menos nos últimos 11 anos dentro de um centro socioeducativo. Desde então, tem se solidarizado e prestado todo o auxílio aos funcionários que continuam trabalhando no Casa Marília”.

Falhas na segurança?

Segundo o MPT, documentos enviados ao órgão revelam que a diretoria da Fundação Casa de Marília já havia constatado falhas na segurança da unidade e pedido à Superintendência de Segurança e à DOPIM, entre 2013 e 2014, a instalação de concertina para inibir as tentativas de fuga, além de denunciar a superlotação e a falta de funcionários. Além disso, de acordo com a Procuradoria do Trabalho, alguns servidores teriam avisado o gestor da unidade e o diretor regional sobre a iminência de uma rebelião.

Rebelião e morte

Em 4 de outubro, o servidor Francisco Carlos Calixto, 51 anos, morreu e outros oito ficaram feridos em rebelião na Fundação Casa de Marília. Na ocasião, a unidade, com capacidade para 88 internos, contava com 108. Quando internos do módulo 2 chegaram no módulo 1 para libertarem os demais, entraram em choque com servidores.

Calixto teve o pescoço transfixado por cabo de vassoura quebrado. Um segundo agente teve ouvido perfurado por caneta. Outros servidores tiveram costelas quebradas e terão de usar coletes por seis meses.


http://www.jcnet.com.br/Regional/2016/11/mpt-pede-mais-seguranca-para-servidores-da-fundacao-casa.html

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fundação Casa - Quinquênios Da Leitura Do Artigo 129

Da leitura do artigo 129, da Constituição do Estado de São Paulo é possível inferir que os qüinqüênios são devidos a todos os servidores, abrangendo os empregados celetistas, visto que servidor público é gênero, do qual o empregado público celetista é espécie. Por referida lei não restringir a aplicação do direito enfocado a funcionários públicos, assim entendidos os estatutários, mas abranger todos os servidores públicos, é aplicável inclusive aos empregados contratados sob a égide da CLT. (TRT/SP - 01720200702402006 - RE - Ac. 3ªT 20090858411 - Rel. MÉRCIA TOMAZINHO - DOE 27/10/2009)

http://www.centraljuridica.com/juris/7908/fundacao_casa_quinquenios_da_leitura_do_artigo_129_da_constituicao.html


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

QUATRO AGENTES SÃO ESFAQUEADOS EM REBELIÃO EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS; 6 ADOLESCENTES FUGIRAM

Um dos garotos foi recapturado em seguida. Dos quatro agentes feridos, três foram medicados e liberados e um está em estado grave no Hospital Cajuru

Uma rebelião no Centro de Socioeducação (Cense) de São José dos Pinhais, no bairro Guatupê, resultou em quatro agentes esfaqueados e na fuga de seis adolescentes, no início da tarde de ontem.

Cense São José dos Pinhais

Um dos garotos foi recapturado logo em seguida e, dos quatro agentes, um está internado em estado grave no Hospital Cajuru, por causa das facadas que levou no rosto e no corpo. Ele passou por cirurgia e ainda não se sabem as sequelas dos ferimentos.

Dirceu de Paula Soares, presidente do Sindicato dos Servidores da Socioeducação (Sindisec), contou que a confusão começou por volta das 14h30, quando os agentes foram liberar os garotos dos alojamentos para o ginásio. Os jovens, armados com estoques (facas improvisadas), esfaquearam quatro, dos sete agentes que atuavam no procedimento do ginásio. Em seguida, seis jovens fugiram pulando muros da instituição.

O agente esfaqueado com gravidade, explicou o sindicalista, chama-se Joel e já trabalha como socioeducador há 10 anos. Antes, ele trabalhava em Curitiba. Mas, com a inauguração do Cense São José, Joel foi promovido e transferido. Os outros três funcionários esfaqueados foram medicados e liberados com ferimentos sem gravidade.

Denúncia

“Apesar de recém inaugurado (em maio), a estrutura do Cense São José é muito vulnerável. É um projeto arquitetônico mal feito. Os garotos subiram em pontos cegos de vigilância do muro. Aliás, no Cense de São José dos Pinhais sequer tem policiais militares na segurança do prédio. Nem na guarita”, denunciou Dirceu.

O Cense tem capacidade para 78 internos e, até a rebelião, abrigava 74 jovens. Segundo Dirceu, é neste Cense que estão reunidos os garotos mais perigosos, autores de estupros, latrocínios, homicídios e tráfico de drogas. Desde a inauguração, diz o sindicalista, o local já teve alguns tumultos e tentativas de fuga. Mas rebelião, fuga consumada e agentes feridos foi a primeira vez. “Já estava meio que previsto. Eles já vinham chutando portas e grades há alguns dias. Chega fim de ano, eles ficam alvoroçados, querem sair a todo custo”, analisa.

Dirceu ainda diz que a maioria dos funcionários que lá trabalham ainda não passaram por toda a capacitação que precisariam para atuar com os menores infratores. Ele afirma que os funcionários do Cense São José dos Pinhais foram recém chamados em concurso público e começaram a trabalhar na mesma época da inauguração.

O outro lado
Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Seju), negou a rebelião. Confira o texto na integra:

“Na tarde desta terça-feira (15) seis adolescentes fugiram do Centro de Socioeducação São José dos Pinhais que possui capacidade para 78 adolescentes. A unidade encontrava-se com 74 adolescentes. Um já foi recapturado.

Os adolescentes eram deslocados para atividades no ginásio de esportes da unidade, quando agrediram quatro educadores sociais.

É preciso esclarecer que, ao contrário do que vem sendo divulgado pelo Sindicato dos Servidores da Socioeducação, não houve uma rebelião e os educadores não foram esfaqueados.

Os educadores sociais foram imediatamente levados até o Hospital Cajuru e não sofrem riscos. Três educadores já receberam alta e um encontra-se em observação com chances de alta para amanhã. Na ocasião havia nove adolescentes sendo deslocados com uma equipe de dez educadores sociais.

A Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (SEJU) manifesta solidariedade aos profissionais, e afirma que todos os procedimentos formais estão sendo realizados pela a administração.

Para mais esclarecimentos a Secretaria de Justiça, Trabalho e Direitos Humanos encontra-se à disposição.”

http://www.tribunapr.com.br/noticias/seguranca/quatro-agentes-sao-esfaqueados-em-rebeliao-em-sao-jose-dos-pinhais-6-adolescentes-fugiram/

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Agente socioeducativo entra em casa em chamas e salva mãe e filha em Matogrosso

Um agente do sistema socioeducativo do Complexo do Pomeri socorreu e retirou uma mulher de 38 anos e sua filha de 15 de dentro de uma casa em chamas no bairro CPA II, na noite desta quinta-feira (10).

As vítimas que tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau precisaram ser encaminhadas ao pronto-socorro, onde permaneceram internadas.

incendiocanjica.jpg

Segundo informações passadas pela Polícia Militar, o agente que é morador do bairro passou em frente a residência na Rua Porto Esperidião e percebeu que havia muita fumaça saindo pelas janelas da casa. Preocupado, ele perguntou para um vizinho, que contou que duas moças moravam no local.

Sem saber se as moradoras estavam na casa, o agente arrombou a porta da frente e entrou, encontrando assim a mãe e a filha dentro de um cômodo já consumido pelo fogo. As duas vítimas que estavam com queimaduras graves foram retirada pelo homem.

O próprio agente, após levar as moças para a rua, acionou o Corpo de Bombeiros e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As duas vítimas foram atendidas e precisaram ser encaminhadas ao pronto-socorro no centro da cidade.

Os bombeiros que atenderam a ocorrência conseguiram controlar o fogo em aproximadamente uma hora. Até o momento, não há informações de como o incêndio foi causado.

O agente que salvou a mãe e filha foi embora logo em seguida sem qualquer ferimento. Peritos técnicos devem ir a residência ainda nesta sexta-feira e as causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil.

http://www.folhamax.com.br/policia/agente-socioeducativo-entra-em-casa-em-chamas-e-salva-mae-e-filha-no-cpa/105216

35 Internos fogem de unidade da Fundação Casa na Zona Leste de SP

35 adolescentes fugiram da unidade de Guaianases nesta terça (15). Polícia Militar diz ter encontrando 11 menores em Ferraz de Vasconcelos.

Trinta e cinco internos fugiram da unidade Novo Horizonte da Fundação Casa, em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, na tarde desta terça-feira (15). 
Em nota, a Corregedoria Geral da Fundação Casa afirma que vai instaurar sindicância para apurar a fuga dos adolescentes. O centro estava com 50 menores cumprindo medida socioeducativa.

A Polícia Militar faz buscas na região. Ao menos 11 adolescentes já foram levados para a Delegacia de Ferraz de Vasconcelos sob suspeita de fuga da unidade.

A Fundação Casa informou que até as 18h30 não havia sido notificada sobre recapturas e que, neste caso, os jovens apreendidos passarão por uma identificação, feita com os prontuários da unidade, para confirmar se são internos.
A Corregedoria diz ainda que os adolescentes que forem localizados passarão por uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD), que vai determinar as possíveis sanções, e que o Judiciário e os familiares dos jovens serão informados da ocorrência.

PM buscam adolescentes que fugiram da Fundação Casa  (Foto: Reprodução/ TV Globo)

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/11/internos-fogem-de-unidade-da-fundacao-casa-na-zona-leste-de-sp_.html



http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000831187/trinta-e-cinco-menores-fogem-da-fundacao-casa-.html


Seis adolescentes fogem do Cense de São José dos Pinhais/PR e deixam agente ferido

Seis adolescentes fugiram do Centro de Socioeducação (Cense) de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde nesta terça-feira (15), de acordo com o governo estadual.

A fuga aconteceu quando o grupo de seis adolescentes estava indo para a aula de educação física. 

Segundo o governo estadual, eles estavam acompanhados de quatro educadores.
Um dos educadores foi levado ao Hospital Cajuru, na capital paranaense, com ferimentos no nariz, ainda conforme o governo estadual.

Sessenta e oito adolescentes ficam no Cense. O governo estadual não soube informar qual é a capacidade do local.

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/11/seis-adolescentes-fogem-do-cense-de-sao-jose-dos-pinhais.html



Audiência Pública discute a segurança dos funcionários da Fundação CASA